REUNIÃO DE HOJE FICOU PARA TERÇA, DIA 09 DE ABRIL
Agendada para hoje, terça-feira (02 de abril), a
reunião do colégio de líderes, convocada pelo deputado Henrique Alves
(PMDB-RN), presidente da Câmara dos Deputados, para tentar convencer o deputado
Marco Feliciano (PSC-SP) a abrir mão da presidência da Comissão de Direitos
Humanos da Câmara (CDH) foi adiada para a próxima semana.
Sem encontrar uma alternativa regimental para a
destituição de Feliciano, os líderes partidários decidiram, na última terça-feira
(26 de março), após uma reunião de duas horas, convidá-lo para uma conversa com
o colegiado. Os deputados, apoiados pelo presidente da Casa, que tomou frente
na situação ao defender um novo nome para a presidência da comissão, tentarão
pressionar o parlamentar a renunciar ao posto.
Porém, a conversa com o deputado/pastor Marco Feliciano,
adiada para a próxima terça-feira, 09 de abril, não deve trazer grandes
novidades. Irredutível, o parlamentar já anunciou que não vai renunciar e mantém
a agenda de trabalhos da comissão. O líder do PSC, André Moura (SE), reforça o
quórum pela permanência do parlamentar e diz que a decisão é irrevogável.
Pastor evangélico e deputado federal de primeiro
mandato, Marco Feliciano enfrenta a resistência de partidos de esquerda que
tradicionalmente reivindicam o comando da comissão, mas abriram mão do posto
neste ano e agora não aceitam a indicação de um pastor evangélico para a
cadeira. No caso do PT, o partido não pleiteou a presidência do colegiado para
ter o direito de chefiar comissões consideradas mais nobres, como a de
Constituição e Justiça (CCJ), que abriga os mensaleiros José Genoino (SP) e
João Paulo Cunha (SP), ambos condenados pela Justiça. Ou seja, pelo acordo
fechado previamente entre os partidos, a presidência da Comissão de Direitos
Humanos é cota da bancada do PSC e cabe ao partido escolher seu representante,
o que torna a indicação de Feliciano legítima.





